Semana Santa em nossas Comunidades

Acabamos de passar pela semana mais importante da nossa caminhada, a Semana Santa. Através de diversas atividades, todas as comunidades estiveram em oração nesse período. Para ler sobre a abertura da Semana Santa, o Domingo de Ramosclique aqui.

Confissões Individuais e Comunitárias, Missa das Dores de Nossa Senhora, Vias Sacras e Procissões aconteceram em vários locais de nossa paróquia nos dias que antecederam o Tríduo Pascal.

Iniciando o tríduo, a Quinta Feira Santa é um dos dias mais importantes do ano. Rico em ensinamento, o dia é marcado pela Celebração de Lava Pés e a Instituição da Eucaristia. Padre Luiz Carlos, que presidiu na Matriz, resumiu de forma simples o rito de Lavar os Pés: “Jesus se inclina para lavar os pés e não olha nem de cima, nem de baixo. Ele olha nos olhos! Resolve fazer o trabalho de escravo, lavando os pés que ficaram sujos da caminhada e curar as feridas que a caminhada causou! Hoje Jesus lava os nossos pés sujos dos caminhos errados que seguimos, e cura as feridas dos nossos pecados!”.  Ruan, seminarista que presidiu a celebração na Com. Nossa Senhora das Graças (Bosque) falou que “Lavar os pés é ter a coragem de estar à disposição do outro, de estar a serviço. O serviço é parte da Eucaristia, ambos se completam. Ao comungar, assumo um projeto de vida! […] A Eucaristia é um sacrifício e o Cordeiro de Deus, Cristo, é imolado na Cruz e ‘comido’ na Santa Ceia”. O seminarista João, que celebrou com a Comunidade São José, ressaltou que “não podemos ser como Judas que participou da Quinta feira e não voltou mais, precisamos ser fieis e acompanhar Jesus até a Ressurreição.

O segundo dia do tríduo pascal, a Sexta Feira Santa, é um grande marco para a Igreja. É o dia em que Jesus, por amor incondicional, se entrega à morte de cruz. Neste dia de silêncio, luto e contemplação, o seminarista Ruan lembrou que “durante toda a quaresma nos é tirado o glória e o aleluia, na Sexta nos é tirado o próprio Cristo e o que resta é o silêncio. Ao beijar a Cruz, durante a adoração, devemos deixar lá todo o nosso coração, nossa dor, vergonha e penitência, porque Jesus carrega todo o peso […]” . O Amor de Deus é infinito, nosso pároco comentou que “quando não tinha mais nada para dar, Jesus deu sua Mãe e seu Espírito. O viver de Jesus é um inclinar constante a nós, por solidariedade! Ele ensina que o fracasso, a dor e o entregar-se não são coisas de derrotados, mas uma atitude de quem ama até o fim.”

Para encerrar, o Sábado Santo nos enche de esperança, pela certeza da Ressurreição. O Padre nos encheu de alegria dizendo que Deus se inclina à morte, mas mostra que a vida vence a morte. A alegria da Páscoa é ter um Deus que se inclinou à humanidade e ressuscitou! Com Maria e Maria Madalena somos chamados a trilhar o mesmo caminho: ir ao sepulcro, ir a Jesus e ir aos discípulos! Precisamos anunciar com veemência e alegria o inclinar de Deus por nós, “Ele está vivo”!”

Com muita alegria, a Missa de Páscoa foi um momento notável em nossa paróquia. As comunidades marcaram presença na Procissão e Missa da Ressurreição às 6h. Nosso pároco, em sua reflexão define que o que nos une é o Cristo ressuscitado! Mas, insiste que “se você espera um Cristo que vai mudar sua vida por um toque de mágica, desista! Ele é um Deus que se inclina a nós e caminha conosco nas nossas dificuldades”. Hoje Jesus se inclina à Maria Madalena: no seu desespero, não conseguiu perceber o Cristo ressuscitado. João no caminho ao túmulo percebeu Cristo Ressuscitado em seu coração, mas Pedro precisou entrar no túmulo e voltar ao sofrimento para ver que Cristo ressuscitou. Com qual nos identificamos?

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Ao terminar, conta mais uma prosa: Diz que longe daqui, havia um menino muito bonito e esperto chamado Luizinho cujos pais eram ateus. O pai de Luizinho bebia muito e quando isso acontecia, brigava com todos. Certo dia, o pai comprou uma arma e começou a brigar com a mãe. Luizinho tentou intervir, mas a mãe acabou morrendo. Depois disso, o pai se matou e Luizinho foi parar no orfanato. Havia uma freira que dava catequese para as crianças neste orfanato. Um belo dia, a irmã mostrou um quadro de Jesus e perguntou às crianças se alguém conhecia a pessoa estampada no quadro. Para surpresa da irmã, o Luizinho levantou a mão e disse que conhecia aquela pessoa. Perplexa, a irmã quis saber como, pois sabia que os falecidos pais eram ateus. Luizinho responde com toda a certeza: “Quando meus pais morreram, este moço ficou comigo e me pegou no colo!”. Na hora da maior dificuldade, Jesus se inclinou ao Luizinho e o pegou no colo. É assim que Ele faz conosco!

Cristo ressuscitou verdadeiramente! Aleluia! Que a Alegria do Cristo Ressuscitado esteja em nossos corações hoje e sempre! Feliz Pascoa!

Todas as fotos, em breve, na nossa página no Facebook. Assista ao vídeo e confira como foram as celebrações em nossas comunidades:

 

 

 

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