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Paróquia

Das inúmeras propriedades de terra do Oeste Paulista, duas delas deram origem ao atual distrito de Barão Geraldo: a fazenda Rio das Pedras de propriedade do Conselheiro Albino José Barbosa de Oliveira e a Santa Genebra, de propriedade de Geraldo Ribeiro de Souza Rezende, que em 1889 recebe o título de Barão Geraldo de Rezende.

Depois de substituir a mão de obra escrava nas fazendas, as famílias de imigrantes italianos e portugueses que aqui se instalaram como colonos acabaram comprando, com a economia gerada pelo fruto de seu trabalho em parceria com os fazendeiros, glebas rurais desmembradas destas fazendas, que depois de loteadas em chácaras e, mais tarde, em lotes e arruamentos, começam a configurar o novo vilarejo.

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Barão Geraldo e família na fazenda Santa Genebra – década de 1900

Da escassa interligação com Campinas e cidades vizinhas, proporcionada pela estrada de ferro Sorocabana – financiada pelo Barão para interligar o Núcleo Colonial Campos Sales (atual cidade de Cosmópolis) e o centro de Campinas – e algumas estradas de terra de difícil acesso, o bairro se desenvolve com a iniciativa de alguns colonos que começam a girar o comércio interno local, ora isolado do grande centro econômico que Campinas se tornara na década de 30 com a cultura cafeeira.

Na década de 1940, com a instalação da fábrica da Rhodia e o loteamento dos sítios de Jerônimo Páttaro e Luiz Vicentin, inicia-se o processo de urbanização com novos loteamentos e a vinda de trabalhadores para a indústria química.

Poucos anos após a elevação a Distrito de Campinas, em 30 de setembro de 1953, a população de Barão Geraldo já começava a se organizar para a construção da igreja de Santa Isabel, sua padroeira escolhida e oficializada pelo então Arcebispo de Campinas, Dom Paulo de Tarso Campos, na criação da paróquia em 11 de setembro de 1963, após o desmembramento da Paróquia de Nossa Senhora das Graças, do bairro Vila Nova.

Com quase dez mil habitantes no início da formação da paróquia de Santa Isabel e com o constante crescimento populacional, começam a surgir diversas comunidades espalhadas em seus bairros emergentes.

A partir de 1966, com a inauguração da Unicamp, ocorre um intenso processo de divisão do solo para urbanização e uma grande diversificação dos moradores de Barão Geraldo que recebe a vinda de funcionários públicos, professores e estudantes de Campinas e região.

Capela no centro onde hoje se localiza o Banco Santander
Capela no centro onde hoje se localiza o Banco Santander

No início da década de 1980, Barão Geraldo já possui cerca de 20.000 habitantes e a paróquia de Santa Isabel se espalha entre várias comunidades. A Igreja já sente, nesta época, dificuldades em atender toda a população e a necessidade de se criar novas comunidades se faz cada vez mais urgente.

O crescimento populacional de Barão Geraldo tem seu processo acentuado no início dos anos 2.000, quando surgem vários condomínios expandindo áreas antes abandonadas ou rurais, e com o surgimento de muitos imóveis para locação, destinados, principalmente, para atender à demanda de estudantes vindos da área central de Campinas e de outras regiões para estudar nas escolas e universidades. Esta população temporária, que em muitos casos acaba se instalando em definitivo no distrito, incita o surgimento de um comércio com nova particularidade, destinado a atender esta nova clientela estudantil e suas características financeira e etária, implementando-se, neste novo cenário, bares, restaurantes, teatros, grupos culturais e religiosos diversos, criando-se uma nova dinâmica na vida diurna e noturna de Barão Geraldo.

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Calcula-se que hoje, em seus 70 bairros, incluindo chácaras, fazendas e condomínios, a população fixa do distrito está em torno de 70.000 habitantes além de cerca de 20.000 pessoas pertencentes a uma população “flutuante” que, diariamente, passam por aqui para trabalhar e estudar.

Nesta nova realidade social-econômica e político-cultural, consolida-se a necessidade e a efetivação da divisão da Paróquia de Santa Isabel, criando-se a Paróquia de Santo Antonio de Sant’Ana Galvão por decreto assinado pelo Arcebispo de Campinas, Dom Bruno Gamberini, no dia 4 de novembro de 2009.

Dom Bruno presidiu a celebração eucarística junto com padres, parentes do santo brasileiro, autoridades e muitos fieis, no domingo de 14 de março de 2010, oficializando esta data como comemorativa à implantação da nova Paróquia.

Diante dos novos desafios, a Paróquia já nasce com dez comunidades, abrangendo uma imensa área territorial de Barão Geraldo, inspirada pelo exemplo de vida e santidade de seu padroeiro, Frei Galvão, o santo brasileiro que foi canonizado pelo Papa Bento XVI em 11 de maio de 2007, conhecido como “o homem da Paz e da Caridade”. É no cenário deste distrito privilegiado de Campinas sob vários aspectos como qualidade de vida, integração e organização entre os moradores, centro de referência cultural, e vocação para o desenvolvimento, entre outros, que estão inseridas as comunidades da paróquia Frei Galvão.

Nas áreas predominantemente das regiões periféricas, porém não em menor importância para a constituição do distrito, encontramos diferenças e contrastes sob diversos aspectos cujas matizes político-sócio-culturais se destacam.

A paróquia Frei Galvão abrange desde vilarejos sem infra-estrutura básica até condomínios de alto padrão; gente humilde e sem escolaridade à cientistas e doutores das mais variadas áreas do conhecimento; famílias de alto poder aquisitivo à famílias vivendo na linha da miséria; e como em quase todo lugar, gente descrente e desesperançosa à gente de muita fé e disposição para trabalhar em pról do Reino de Deus.

Em pouco tempo de existência, a nova paróquia que vem sendo administrada e conduzida pelo Padre Luiz Carlos Araújo desdo o início de sua criação, demonstra grande força de organização e busca acolher todos aqueles que chegam para fazer parte de sua história, como é originário de sua característica, o que a sintoniza com os objetivos do 7° Plano de Pastoral Orgânica da Arquidiocese de Campinas.

Frei Galvão acolhe Incluindo e valorizando a pessoa humana, imagem e semelhança do próprio Deus, sem distinção em suas infinitas particularidades, assim como é a identidade de seus paroquianos: de classes sociais, culturas, valores e tradições próprias, vindos de lugares, situações diversas, com sonhos e desejos tão distintos e ao mesmo tempo tão comuns que nos fazem verdadeiramente irmãos em Cristo, e nos aproximam de tal forma que somos convidados a participar desta festa preparada por Deus, onde Jesus se doa a nós e por nós se faz alimento no pão que dá a vida em sua plenitude.

Desta terra nascida das histórias e das mãos de nobres e escravos, lavradores e imigrantes vindos de lugares distantes assim como os estudantes e trabalhadores urbanos que depois chegaram e que vêm se encontrar nesta região abençoada constituir um povoado singular, Frei Galvão chama a todos os baronenses a disporem-se aos trabalhos em suas comunidades e pastorais a serviço do bem maior que nosso Deus nos reservou: a vida fraterna no Amor.

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